Está no vento que acaricia meus cabelos enquanto atravesso a rua. Na música pesada que embala meu caminho pro trabalho. No meu pensamento e na minha história.
Está.
Porque eu quero e preciso. Porque é.
Está no cheiro das coisas que eu lembro, no meu filme preferido. Na dança, no copo, no sinal vermelho oportuno, no silêncio, na vontade de não estar só. Em mim.
Está.
Porque é o que eu sou. Porque eu sou.
Está pra me identificar, tal qual uma digital. Onde me reconheço e me exponho. Não como metade, mas como todo. Onde gêmeas são as almas, os corpos são um só. E é por isso que está.
E é pra mim que está. Sorte que me alimenta um sorriso solitário.
Está.
Pra me fazer chorar e pra que faça sentido o meu pranto. Na linha da minha vida, no soluço, no cansaço, na paranóia de uma madrugada em claro. É.

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