Inerte
Nada atrai meu olhar ou desperta meu desejo; Nada do que vejo.
Eu sinto, mas meus lábios não pronunciam.
Dentro de uma bolha me encontro agora.
Guardada. Na minha renuncia, na ausência de uns trocados, no displicente cochilo vespertino..
Eu me entrego, por vezes. Por hora, agora.
Busco por, quem sabe, alguma lembrança que me faça sentir culpa. Euforia, raiva, paixão.. mas, nada.
Nem mesmo castigo encontro. Ou sombra. Ou qualquer resposta.
Só. No meu imenso nada interior. Vazia.
Uma música? O silêncio da minha sala agora.
Uma cor? Cinza, escuro como as teclas do meu computador.
Uma palavra? Inércia.
Minha cabeça dói, não sinto fome ou vontade de comer; Cadê?
Eu quero dançar, mas meus pés não desgrudam do chão.
Desperdício de tarde..
Imbecil. Eu me julgo com direitos de jogar a culpa no primeiro que cruza meu caminho.
Eu vacilo, às vezes. Não muito. Do do do do do do oh yeah!
Agora nem mesmo pensar eu quero, ou querer, ou não querer. Vou parar.
O que é um dia perdido? Esse pra mim já foi. Ou nem mesmo quer ir.
Vou. Pra algum lugar dentro de mim mesma. Não sou assim.
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1 comentários:
música cura, sim!
eu menti.
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