Nem a lua alta e nem o entardecer mais alaranjado;
Os dias que se sucedem são mansos, sublimes..
Não se consegue alcançar.
Plenitude, sossego de alma e de corpo.

O que foi e nem o que há de ser podem desalinhar;
A rota que se segue é firme como rocha, feita de diamantes..
Não se pode quebrar.
Sapência, virtude de mil anos vividos.

E ela vai...
Rabisca o ar por onde passa, saltita as pedras que encontra, colhe as rosas uma por uma.
Sabendo e não pensando que sabe. Vai sem voltar, vai com os seus.. 
Vai por desejo. Sorte. E não "o acaso". Vontade. E não "o que tem que ser". Feliz. E não "satisfeita".

O moço sabe.. aquele moço que lhe arranca os sorrisos mais displiscentes.
Sabe pra onde ela vai e o que carrega.

Nem o rock and roll dos seus dias de juventude; Nem a agonia do chegar; Nem o prazer de devanear; Nem a mistura do ouro e da prata;

O sabor do álcool em noite clara e nem a cansada ressaca;
O que ela vê é mais colorido, caleidoscópico..
Não se pode fotografar.
Beleza, acalanto dos olhos do coração.


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