É fato que a maternidade nos transforma.Como que borboletas ao saírem do casulo, que em nada se parecem com o que eram antes, ao entrarem lá.
Lagartas sem cor, sem leveza, sem mágica.. simples formas de vida que passam desapercebidas pelo mundo.
Tantas vezes até inibidas com sua própria forma, rastejando pelos cantinhos afim de que ninguém as note.
Quando borboletas não. Elas tem a beleza como atributo e certeza. Voando livres, soltas, se exibindo.
Como se quisessem mostrar orgulho por serem quem são. Ao invés de escondidas, brincam de passar rentes aos narizes dos outros, como que dissessem: "-Vejam! Cá estou! Olhe como sou linda, como sou leve e colorida!"
Assim somos nós, mães. Mulheres cheias de orgulho de si próprias e da vida que foram capazes de gerar. Guerreiras belas, repletas de toda magia e sentimentos nobres, desavergonhadas e satisfeitas por serem quem são.
Plenas e graciosas. Carregamos todas as cores do mundo em nosso sorriso. Um sorriso que só as mães podem expressar, não importa o quanto outras pessoas o queiram, ele é nosso somente. De significado único e intransferível.
E quando amigas mães se encontram se reconhecem. Sem dizer uma palavra, sem que seja necessário indentificar-se. Elas reconhecem no rosto da outra o cansaço e a satisfação que carregam. Pelo olhar percebem a segurança e firmeza que ostentam.
É fato que a maternidade nos transforma.
E é bom demais poder dividir isso com amigas. Especialmente aquelas que conhecem na pele essa transformação e estão prontas pra dar o suporte de que precisamos pra aceitar tanta mudança. Pra nos ajudar a entender que tudo é natural e gratificante. Pra dizer pra gente que chorar é normal sem parecer desdenhoso. Pra entender aquele tal sorriso que só as mães sorriem. Pra abrirem os braços e receberem o abraço de aconchego que a gente aprende a dar.
É bom demais.
Amor por mais amor. De muito e do bom.

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